Publicado em 8/05/2009 18:39
Por Editor Chefe

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“Prova inconteste demonstra que Marcos Coelho de Carvalho pagava R$30,00 por cada voto” afirma advogado
Esta é uma das revelações contidas nas provas documentais que levaram o advogado Rogério Inácio de Oliveira, procurador do candidato Wanderlei Inácio a acionar o Conselho Nacional de Justiça junto ao Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral do Ministério Público e as Corregedorias do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e da Polícia Civil/MG, “a fim de que o crime eleitoral seja efetivamente apurado em Araguari”.

Em nova entrevista exclusiva concedida ao Jornal CONTUDO, o advogado Dr. Rogério esclarece que “diante da gravidade estampada na lentidão da instrução nas investigações dos inquéritos em que se registram provas materiais dos crimes de corrupção eleitoral e captação ilícita de sufrágio, outra alternativa não cabia senão denunciar o caso às autoridades máximas”.
Sobre a natureza da prova, o advogado esclarece ainda não poder revelar os nomes em virtude de o Juízo Eleitoral ter decretado sigilo no expediente onde as provas foram confirmadas, mas esclareceu que “o centro das revelações está fincado num inquérito voltado à apuração de tráfico de drogas, onde por ordem judicial, foram procedimentadas escutas telefônicas”.

Dentro deste expediente, esclarece o advogado, “uma pessoa foi flagrada explicando a um terceiro indivíduo, como funcionava a compra de votos e dá detalhes”. Informa ainda que “a notícia de que tal pessoa foi contratada pela Superintendência de Água e Esgoto de Araguari - SAE, no dia 02 de janeiro de 2009 é uma descoberta recente, e que não constava nos autos, exatamente porque desde outubro de 2008, as provas foram mantidas engavetadas, ou seja, nenhuma autoridade diligenciou na apuração precisa dos fatos, muito embora, já tivessem certeza dos crimes eleitorais praticados pelo então candidato a prefeito Marcos Coelho”.

Sustenta o profissional da advocacia que, diante da ocorrência de dezenas de casos de cassação em todo o Estado, inclusive com o envolvimento do Tribunal Regional, “é de indignar qualquer cidadão, a constatação de que neste episódio, o delegado responsável manteve-se inerte por mais de cinco meses depois da confirmação das provas, o que conta com a tolerância, (ao seu ver, injustificada) do Juízo e da Promotoria Eleitoral” e, por isso, entendeu de acionar as autoridades superiores.

Dr Rogério lembra ainda que a leitura dos artigos 3567 a 363 do Código Eleitoral, extrai-se a identificação de um prazo médio de 57 (cinqüenta e sete) dias para que todo o processo apuratório voltada à cassação se encerre, e hoje, já alcançamos mais de sete meses sem que efetivamente o caso tenha sido sequer denunciado pela Promotoria, nos termos do que determina a Lei Eleitoral em seu artigo 357.

Paralelamente, reafirma que “a somatória da inexplicável e injustificável tolerância com o prazo, a falta de oitiva da pessoa contratada para a captação de votos, a falta de ciência acerca de sua contratação no dia 2 de janeiro pela SAE e o total desinteresse na oitiva do ex-coordenador da campanha, Dr. Mauro Dias, após este ter publicado uma carta aberta revelando a existência de acordos obscuros por parte dos candidatos Marcos Coelho e Juberson Melo, dentre outros episódios, mostram a falência na adoção dos princípios que norteiam a Justiça Eleitoral”. E emenda: “O caso é extremamente grave, especialmente por serem claras as provas que apontam a compra de votos, não só pela segurança com que foram obtidas, mas, principalmente pela seriedade indiscutível de quem as levou ao conhecimento do Juiz Eleitoral, no caso, uma outra autoridade do judiciário local”.

Dr. Rogério encerra a entrevista dizendo que a população de Araguari merece conhecer a verdade exatamente para que possa exigir uma resposta rápida do Poder Público e ainda registra o pensamento de que seu trabalho tende a transformar na “alavanca que irá derrubar o muro de mentiras e falcatruas que cercam a eleição do atual prefeito e que ao final, a segurança e a seriedade das providencias adotadas por seu constituinte serão reconhecidas por todos indistintamente”.

Fonte: Jornal Contudo




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